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Longe do blog Mais uma viagem deve me manter longe do blog por alguns dias. Prometo fotos de lugares interessantes. Domingo à noite, se tudo der certo. Escrito por wooddays às 09h08 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Back to 1995 No distante ano de 1995 saiu publicado um pomposo "O Futuro do Congresso Brasileiro", fruto de um congresso que ajudei a organizar para a Finep, junto com a Alzira, que tinha acabado de deixar a diretoria do CPDOC. Do congresso, vieram os papers e uma frase célebre de um colega cientista político: "por menos de três mil dólares, nem saio de casa". Impressive! Por fim, a publicação abaixo que, acabo de conferir, não tem mais no catálogo da editora da FGV. Eram tempos de inocência. A Dora Kramer, essa grande intelectual brasileira, fez uma resenha negativa para a revista da FGV e fiquei chateado. Logo quem... Pois hoje, treze anos depois, voltei ao trabalho de reforma do Congresso brasileiro. Se sair outra publicação, vou por um "volume 2". Sob nova direção.
Escrito por wooddays às 16h49 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Lembrança de viagem Vamos de Floripa, luz da manhã de domingo.
Escrito por wooddays às 21h48 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Debret desmascarado e, com ele, a arte brasileira "In reviewing the traditions of Picturesque it is striking to see how carefully its practitioners obstruct the intrusion of Burke´s distempered lover. The preference for the unattached observer is evident in the most widely shared standards brought into circulation by the Picturesque. Thus it would be hard to find a more obvious and prominent marker of the Picturesque than the empashis on variety" (pág 199). "Unlike modern writers, the practitioners of the Picturesque oscilate between an attraction to the ordinary and to the extraordinary. Hence they maintain a foot in the Sublime even while they may vociferously reject it... Like Wordswoth´s leechgatherer, its ordinariness is projected on a large scale. But despite such paradoxes, the practitioners of the Picturesque break the spell of the Sublime object and show us that to sustain an interest in the untheatrical object, divested of any claims on beauty or desirability, is perhaps the more difficult, if only tenously realized achievement" (págs 213-214). Raimonda Modiano. "The legacy of the Picturesque: landscape, property and the ruin". Stephen Copley and Peter Garside (ed.). The Politics of Picturesque. Literature, landscape and aesthetics since 1770. Cambridge, CUP, 1994. Escrito por wooddays às 15h41 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] A arte da fuga "5. Os episódios devem também ser arranjados de forma que possam ser facilmente interrompidos por uma entrada do tema, do contrário eles terminam em uma cadência na qual o tema teria de reentrar. A decisão depende, em cada caso, do contexto e da ocorrência dos intervalos que podem ser adequados para uma entrada do tema. 6 Os episódios não precisam ser formados por todas as vozes. Uma ou duas vozes podem ser suspensas uma após a outra, ou simultaneamente, de tal modo que podem reentrar de modo mais claro e enfático, especialmente se aparece em uma voz média. 7. Finalmente, todas as fugas devem terminar com uma declaração do tema ou com um curto desenvovimento harmônico seguinte ao tema. Exemplos de ambas as soluções são encontrados na literatura. O primeiro é, sem dúvida, melhor. Em qualquer caso, entretanto, a fuga deve terminar com todas as vozes, exatamente assim como deve começar com apenas um voz. Em conclusão, vamos discutir a seguinte fuga vocal. O nome do autor é razão suficiente para considerá-la um modelo em seu gênero." Marpurg, Abhandlungen der Fugue, citado por Alfred Mann. The Study of Fugue, edição de 1965, págs 202-203. O floreio retórico final se dirige a uma versão do Kyrie, em fá, de J.S. Bach. Escrito por wooddays às 23h44 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Rumo à Vitória Nada de germanismos... trata-se da capital do Espírito Santo mesmo... Escrito por wooddays às 16h30 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Os deuses do futebol Meu colega blogueiro, samurai no outono, http://samurainoutono.wordpress.com, também conhecido maldosamente como l´après-midi-d´un-faune, afirma que a queda do Framengo na Copa Santander, antiga Copa Libertadores da América, deve-se ao fenômeno do pé-frio, açulado pela conjunção sinistra do logotipo de uma companhia de petróleo. A tragédia do Framengo apenas antecedeu à queda do River Plate. A hipótese me parece pouco poética. Os deuses do futebol existem. Trata-se de um conselho de entidades espirituais, com poder específico sobre as quatro linhas, só entre as quatro linhas. Antes homens de carne e osso, eles presidem ocasionalmente os eventos terrenos para ensinar lições aos que precisam aprender sobre o que é o futebol. É composto por um que no passado se chamou John Fuller, futebolista obscuro e soldado inglês morto jovem em uma guerra colonial; Sebastião de Almeida, companheiro de bola de Arthur Miller no Brasil, falecido na miséria e tuberculoso; Giovanni Tanzo, futebolista napolitano, desaparecido na virada do século em circunstâncias misteriosas e o mais recente, um soldado alemão e jogador de futebol, Hans Castorp, fuzilado por tropas francesas no front Ocidental da I Guerra Mundial. Vidas obscuras e mortes inglórias tornaram seus espíritos ressentidos e implacáveis, semelhantes às Erínias gregas, sempre prontos a exercer seu punitivo juízo. Intervêm apenas com unanimidade - sem ela, os eventos seguem seu curso. Quando algo de extraordinário e incrível acontece nos campos de futebol é porque os espíritos ancestrais do esporte decidiram punir e assombrar. A sombra de seu sangue centenário fica evidente e as platéias sentem um arrepio ancestral. Por isso, lamentei pelo Framengo. Não adiantava lutar, os espíritos cruéis que presidem o esporte estavam em campo para humilhar os homens vivos, a força de seus músculos e de sua juventude. Os mortos estavam em campo e jogando para um só lado. Viva la muerte! Escrito por wooddays às 15h05 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Providência divina, Oliver Cromwell e o time do Flamengo Oliver Cromwell, seus amigos, seus aliados, seus contemporâneos usavam a retórica da providência divina para descrever as ações e os eventos vividos ao ponto da irrelevância, ao ponto em que se justifica algum ceticismo sobre sua sinceridade. Estar agindo sob a liderança de Deus tem vantagens: garante flexibilidade operacional posto que qualquer mudança de orientação pode ser justificada por sua intervenção. Execuções podem ser determinadas pelo comando de Deus, mas também a nomeação de antigos adeptos da monarquia para funções políticas relevantes. Ainda assim, o providencialismo desgasta-se com facilidade, o vento que venta lá, venta cá e Deus, como diria mais tarde um general francês, está, na verdade, do lado dos batalhões maiores. O providencialismo não estimula a formulação de planos ou projetos políticos mais sofisticados e, assim, está condenado, a longo prazo. O panfleto de Edward Gee, A Plea for Non-Scribers (1650), nota que o escrutínio da vontade de Deus pode ser sacrílego: The judgements of God are a great deep, His way is in the sea, and His path in the great waters, and His footsteps are not known". Cromwell, por exemplo, não levava sua intimidade com os comandos de Deus ao ponto de patrocinar medidas repressivas extremas ou execuções arbitrárias. Os limites do providencialismo são conhecidos, mas como explicar o favor de certos eventos extraordinários? Como evitar a impressão de que se vive um momento de alto significado cósmico, determinado por Deus? Pensava nisso quando assistia à extraordinária desclassificação do Framengo: como não atribuir tal evento a uma direta intervenção dos deuses do futebol? Blair Worden. "Providence and politics in Cromwellian England". Past and Present. 109, págs 55-99. Nota sobre Oliver. Nos velhos tempos, em Ann Arbor, o instrutor de informática (o departamento de ciências sociais usava um mainframe ainda...) se apresentou: Robert Cromwell. Quando se aproximou do meu terminal, fiz a tradicional troça cucaracha: "e então você é parente do Lord Protetor...". Na bucha, risonho, ele respondeu: sou sim. Fascinante. Escrito por wooddays às 12h56 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Papel velho Fuçando caixas mal abertas de mudança dei com antigas cópias xerox, feitas com aquele pensamento bem conhecido na cabeça: quando tiver tempo, leio isso. Alguns têm mais de uma década... Tem o Capoche sobre a cidade imperial do Potosí, cujo volume custa uma fortuna na Abebooks e os artigos da Past and Present sobre a revolução inglesa. Muita gente ria quando eu me dedicava a esse assunto na pós-graduação, mas hoje, com homens inspirados por Deus explodindo todo tipo de bomba, essas análises têm muito valor. Não conheço melhor exposição do beco sem saída do radicalismo religioso do que o livro do Solt, Saints in Arms, sobre ele, claro, sempre, o Lord Protetor, Oliver Cromwell. Escrito por wooddays às 16h48 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Lojas Americanas Há uma filial das Lojas Americanas aqui perto também, com suas etéreas coleções de carrinhos hotwheels e matchbox. Horácio é fanático por carrinhos e mais ainda por comprar carrinhos. Pelos preços atuais, não é grande sacrifício (nos meus tempos de criança, eram presente de Natal, embrulhados em papel caro) e como sou acionista da empresa, tendo recebido polpudos dividendos em 2008 (20 reais, para ser exato), não reclamo. Noto, porém, que Horácio já se cansou da novidade. Quer ir em outra filial da "lojamericana"... Humans... Escrito por wooddays às 15h17 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Croissant aux almondes A Boulangerie é perto daqui (Ia por o artigo francês, mas essa versão do ille latino é uma das menos felizes da língua das três gálias). O que significa que estou vivendo sob a tentação de uma torta de maçã capaz de converter um muçulmano e de croissantes com pasta de amêndoas, uma arma de destruição em massa, segundo o último relatório do State Department. O padeiro da Boulangerie é francês e apesar do português perfeito (fala "beleeeza" sem qualquer sotaque...) faz contas na sua língua. O curioso é que mesmo ficando na Asa Sul, os fregueses (uma parte deles, naturalmente...) se comportam com uma estranha forma de sofisticação. Juro que tem gente que responde em francês ao padeiro. O proverbial Seu Manoel da padaria ficaria assombrado com a mudança: nunca vi ninguém falar com sotaque lisboeta ao pedir a bisnaga... Escrito por wooddays às 15h11 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Definição importante A generalidade das formas espaciais, em suas diferentes classes, é uma das idéias mais sensacionais de toda a matemática. A geometria descreve com precisão um universo definido de forma axiomática; a topologia vê mais longe e seus conceitos têm uma aplicação muito mais ampla sobre a realidade. A definição de conectividade estabelece, por exemplo, que o espaço topológico cumpre esse requisito se dois de seus subconjuntos, simultaneamente abertos e fechados, são ele mesmo e o conjunto vazio. É uma bela maneira de expor o princípio do terceiro excluído e abre um reflexão complexa sobre as condições de não-conectividade. Mendelson, Introduction to Topology, pág 113. Escrito por wooddays às 15h46 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Estranho negócio romano "L´aliénation fiduciaire, employée à réaliser un depôt, un prêt à usage ou un nantissement, a presenté, de tout temps, aussi biens depuis l´admission de l´action fiduciae qu´auparavant, des inconvenients évidents pour celui qui y jouait le rôle d´aliénateur. Ayant aliené, il n´avait plus sur sa chose ni droit de suite ni droit de préference; il avait seulement un droit de créance sanctionné par l´action fiduciae depuis la création de cette action." Girard, Manuel Elémentaire, pág 558. Escrito por wooddays às 20h22 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Truque simples para uma fórmula notável Ele começa com uma equação trivial [ z= cos (x) + sen (x)*i ] e pelo registro de que quando x=0 então z=1. Faz-se a diferenciação para obter a equação dz/dx= sen (x)*i^2 + cos (x)*i. Com i em evidência, obtém-se que dz/dx= z*i Quando se isola i é fácil produzir a equação ln(z)= x*i + C. A constante "C" é igual a zero, quando x=0 e z=1 (condição mencionada acima). Então, ln(z)= x*i e, portanto, z=e^x*i. A substituição mostra que e^x*i= cos (x) + sen (x)*i. Nesse ponto, basta fazer x= pi. Desse modo, e^pi*i +1 = 0. Todas as constantes fundamentais da matemática estão na mesma fórmula - um fato cujas implicações são insondáveis. Diz a lenda que Poincaré hesitava antes de escrevê-la no quadro negro. Escrito por wooddays às 20h16 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Dupla serpente Haselböck produziu um belo verbete: "Schlange". Capta a dupla natureza simbólica da serpente: a diabólica e a divina. A serpente diabólica é associada ao dragão, der alte Drach brennt vor Neid, da cantata 130; a serpente divina vem da passagem de Números: "Então disse o Senhor a Moisés: Faze uma serpente de bronze, e põe-na sobre uma haste; e será que todo mordido que olhar para ela viverá. Fez, pois, Moisés uma serpente de bronze, e pô-la sobre uma haste; e sucedia que, tendo uma serpente mordido a alguém, quando esse olhava para a serpente de bronze, vivia." (Numbers 21:8-9). A serpente que cura, naturalmente, está também no caduceu e no culto de Esculápio, mas, no universo das cantatas, é a serpente da salvação, ou seja, Jesus: DaB du mein Heilschlängelein seist/ vor das Gift der Sünde. Notável inversão polifônica. Haselböck, págs 158-159. Escrito por wooddays às 20h01 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Yarsley para todos Outro dia, em mais uma discussão sobre música, saí com essa: uma peça de Mozar termina e nos deixa com a sensação de prazer; uma obra do Mestre nos oferece prazer e nos deixa com dezenas de perguntas. Como todas as coisas espantosas que existem sobre o planeta, a principal pergunta que nos deixa é: "como isso é feito?". O livro do Yarsley, ao examinar o significado da obra do Mestre, termina partilhando de seu destino e nos deixa admirados com a pergunta: como se faz isso? Vou respondendo sobre capítulos porque a coisa vai longe. No primeiro, sobre o coral composto no "leito de morte", Yarsley desmonta o tropos romântico, mas não fica nessa operação simples. Mostra, para começar, que o coral "Diante de teu trono me apresento" faz sentido apenas como uma peça no conflito entre duas visões da morte. Para os luteranos tradicionais, seguindo sua raiz estóica, deve haver uma preparação constante para a morte; para os iluministas ascendentes, a preparação para a morte nos distrai do gozo da vida. Uma vez que a morte é inevitável, não há porque demorar-se em tal assunto. Um dilema como esse não tem solução e qualquer extremo, nesse campo, é trágico. A contemplação depressiva da morte era condenada pelos próprios teólogos protestantes do século XVII; a suposição de que vida deve ser vivida sem limites e sem o pensamento da morte pagou um preço caríssimo no século XX, às voltas, mais uma vez, com pragas incuráveis e com o desafio da doença terminal e da eutanásia. A pobre carne está destinada à decadência e à morte e não há nada, repito em maiúsculas, NADA que o hedonismo cucaracho contemporâneo possa fazer quanto a isso. Até mesmo os clones biológicos padecem de uma curta e estranha morte. Pois bem, nesse ponto a morte encontrou o Mestre, cego por conta de diabetes, provavelmente infectado por uma cirurgia mal feita. Teve diante de si várias semanas para morrer, para pronunciar uma frase definitiva para os séculos, para um gesto de desafio que ficasse registrado na posteridade. Emociono-me em escrever isso, mas João Sebastião Bach não deixou registrado qualquer lamento, qualquer frase para alimentar fantasias românticas, nada, zero, absolutamente zero. Ouviu sermões, deixou suas coisas terrenas em boa ordem e pôs-se a elaborar um antigo prelúdio coral "Quando estamos na mais profunda angústia", composto quando estava na cadeia em Weimar, transformando-o na fantasia "Diante de teu trono eu me apresento". Nesse ponto, brilha o Yarsley: ele mostra como na preparação da morte dos grandes compositores do norte europeu entrava uma peça de contraponto, testemunho de seu ofício sobre a terra e, ao mesmo tempo, sinal de sua aproximação com Deus; No céu, não havendo ar, nem ouvidos, nem sons, a música é pura harmonia, pura lógica e Deus só ouve polifonia. Pois, João Sebastião levou o que tinha de melhor ao Criador, a prova de que partilhava da secreta ordem do mundo, a mistura de lógica e números usada por Deus para transformar o barro momentaneamente em carne. Yarsley diz bem mais coisas que isso, mas basta por ora.
Escrito por wooddays às 12h27 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Brasília mística Em maio, disse o poeta, tantas vezes morremos. O clima em Brasília entrou em sua fase sublime, quase frio, quase sol, o ar envolvendo sua pele como carinho de mãe. Por falar nisso, maio é o mês das mães, vamos ver se damos um presente. Escrito por wooddays às 12h27 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Significados do contraponto O que é exatamente o contraponto? Os monges anônimos, criadores dessa modalidade de música, jamais imaginariam onde leva esse caminho. A rigor, trata-se de harmonizar duas melodias ou a mesma melodia, de acordo com regras matemáticas relativas aos intervalos tonais e temporais. Em termos ainda mais simples, uma combinatória de melodias. Desse ponto em diante, o contraponto se desdobra em aspectos de uma variedade espantosa. Essa nota fala apenas de alguns: ao retirar o foco da invenção melódica, o contraponto rompe com toda a história músico-cultural da Humanidade, construída quase sempre com um tambor batendo ao fundo, enquanto soam três ou quatro notas, desde a mais humilde choupana cro-magnon até a música dos comedores de hamburguer. Ao fixar a criação musical como o resultado de um procedimento formal, destampa uma caixa de Pandora de onde saem as doutrinas do conhecimento hermético, as reflexões sobre a natureza do mecanismo e a criação da inteligência artificial. No contexto cultural protestante, o contraponto se apresenta como a única forma de música que prescinde da materialidade do som e do ouvido - é a única que, portanto, pode ser ouvida nos Céus ou, hipótese ainda mais espantosa, compreendida pelo Criador do Universo. As mitologias populares do século XX são pródigas nas modalidades de auto-exaltação, mas tenho a impressão de que dificilmente superam a sugestão dos grandes músicos luteranos: não estavam compondo em homenagem a Deus, mas para serem ouvidos por Deus. Esse, como se sabe, não se prende a detalhes. Escrito por wooddays às 19h16 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Sexta sem lei Quase todos os documentos da antiga casa devidamente entregues, atestados de quitação com o condomínio encaminhados, problemas bancários resolvidos: a vida entrou de vez em um padrão de normalidade. Dez dias de turbulência, entre mudanças e viagens ao Sul. Lépido e fagueiro, fui fazer minha primeira corrida na quadra, direto até o fim da 308. Quase me acabei; por volta das nove horas, mal conseguia ficar acordado. Dormi lendo o Yarsley - um dos grandes livros dos últimos anos. Aprendi muito e gosto disso. Escrito por wooddays às 23h41 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Telefonema de Paris Cláudia ligou de Paris, retomando uma amizade de vinte anos. Estava há uns três anos sem falar com ela, por conta das revoluções do escritório. Ganhei dois convites: para visitar a França e Recife. Europa, França, Bahia - exatamente como no poema de Manu Bandeira. Escrito por wooddays às 23h21 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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