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Maldição cigana A volta da gripe, nojenta gripe, três dias sem internet, acusações de conspiração, dor de cabeça, trabalho descendo pelas paredes. O sábado estava bem tranquilo: depois... Ao menos a internet voltou. Escrito por wooddays às 17h33 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Conspiração Br Telecom e UOL: uma parceria de sucesso para me manter fora da internet... Poor country. Escrito por wooddays às 15h40 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Potter, não o Harry Missiva de Curt Sachs a Hans Joachim Moser, datada de 9 de abril de 1949: "Esses cavalheiros não vêem que existe uma linha reta entre entre o ardente nacionalista e o carrasco em Auschwitz, mesmo quando apenas alguns postos separam um do outro. Você conhece o 'Aprendiz de Feiticeiro' de Goethe? Você também, como tantos outros scholars, ajudaram a preparar a mentalidade que levou ao matadouro e à câmara de gás dos campos de concentração. Os que serão os líderes intelectuais da Alemanha devem ser confrontados com o fato de que a terrível desventura que sobreveio ao mundo e que causou a você tantos sacrifícios pessoais não foi um o fruto de alguns poucos fanáticos, mas a explosão de material incendiário por gerações de falsos intelectuais enganadores como Chamberlain, Woltman ou Günther (estrangeiros riem deles...) e alimentado por gerações de professores. Somente quando os alemães aprenderem a amar sua pátria sem gritar no ouvido dos outros sobre a alma alemã e sobre o homem alemão, somente quando ele perceber que esse exibicionismo nacional não é uma virtude, mas uma depravação, somente então haverá paz - para a Alemanha e para os outros". Pamela Potter. The Most German of the Arts. Musicology and Society from the Weimar Republic to the End of Hitler´s Reich. Yale University Press, 1998, pág 259. O mais escandoloso, para Potter, não foi a adesão do establishment da musicologia alemã ao regime nazista, mas o fato espantoso que foram necessários pouquíssimos compromissos intelectuais para que o coquetel de romantismo, culto do germanismo e erudição völkisch fosse assimilado e patrocinado por Goebbels e Rosenberg. Os nazistas limitaram-se a financiar a Sinfônica de Berlin e Bayreuth; os programas seguiram os mesmos.
Escrito por wooddays às 23h51 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Trabalhando como um cachorro Dias de labuta, labuta, labuta, sem nenhuma mudança nessas sílabas. Vai melhorar. Ou não. Escrito por wooddays às 10h41 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O Mestre como ponto de observação Venho pensando, como sempre, no imenso poder dessas criações. Elas moldam a história da música, criam precursores, afetam o futuro mais longínquo. Reduzem mesmo Beethoven a um momento no tempo; fazem da modernidade um pobre espetáculo bárbaro, uma festa no interior, uma mitologia do arrebalde. Como diz o Sondheim, "por que ouvir outra coisa?". Escrito por wooddays às 09h38 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O significado da maestria O livro do Stinson, "The Orgelbuchlein", não é novo. A edição pairando aqui à esquerda desse teclado é de 1999. De tão bom e bem pensado, não teve sucessores: é praticamente a única literatura específica moderna, na forma de livro, sobre o Pequeno Livro para Órgão. O prestígio dessa obra musical está consolidado há mais de um século pela pena de Albert Schweitzer, uma das razões pelas quais chamava o Mestre de "músico poeta". Teólogo, com vasta intimidade com os corais luteranos, Schweitzer via nos prelúdios os "ritmos da alegria', as "cadeias da morte", "os passos dos anjos", que o Peter Williams nega existir. A beleza do livro está em repetir o procedimento do Marshall: examinar o processo composicional do Mestre. De forma geral, ele expunha a melodia coral no soprano, completava a harmonização no baixo e criava todo tipo de motivo nas demais vozes. Um fina capa de melodias simples, continha, nas vozes internas, uma profusão complexa de idéias, cânones, imitações, motivos simples e derivados, invenções, dramas, complexidades, tudo facilitado pelo uso do pedal obliggato. Mutatis mutandis, assim como a fina membrana do núcleo do uma célula guarda e contém a imensa complexidade de seu DNA. Como diz Stinson, não existe nada como o Orgelbuchlein feito antes, não há nada parecido feito depois. O Criador, ao contrário, multiplica as células até a vertigem. Escrito por wooddays às 09h32 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] De volta ao blog Enquantos os livros se acumulam com tantas maravilhas, o blog vai sendo salvo como é possível: prova de um péssimo gerenciamento de tempo, prova de desvio de atenção. Vamos focar no que realmente importa, nas coisas que realmente dão prazer, naquelas que aumentam o conhecimento. O debate tem seus méritos, não todos, porém, nem muitos, talvez. Principalmente quando não se presta a atenção devida à advertência de Aristóteles, feita no finzinho dos "Tópicos". Nunca esqueço desse trecho, por vezes deixo de praticá-lo. Escrito por wooddays às 09h22 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Viagens ao Nordeste Paisagem de Campinha Grande: Escrito por wooddays às 23h09 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Novos aspectos da teoria dos presentes Quando você quiser algo, peça; em público, se for o caso. Mais cedo ou mais tarde, você ganha. Isso só não vale para a casa de Lily Safra no sul da França. Escrito por wooddays às 20h05 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Analítica do futebol O Fluminense venceu o São Paulo no meio de semana e tinha apenas de empatar com o lanterna Ipatinga para subir na tabela. Estava vencendo até os 35 minutos do segundo tempo. Podia mesmo sonhar em deixar o rebaixamento. Levou dois gols em pouco mais de dois minutos. A pergunta não é: como levou dois gols do lanterna em dois minutos? A pergunta é: por que presto atenção nisso? Escrito por wooddays às 20h17 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Ledo engano Valeu a pena gastar um pouco da noite com o capítulo do Martucci sobre o chamado governo parlamentar da Itália, instalado desde o início do processo de reunificação. Mais que notar a crônica instabilidade dos governos, da vagueza do "Statuto" outurgado pela monarquia italiana, Martucci destaca a estranha aceitação pela historiografia de época e também do século 20 da idéia de que havia de fato um regime parlamentar. Sem um texto constitucional claro, sem limites para a ação política do Rei, sem o instrumento da confiança parlamentar no primeiro ministro e com voto censitário, não se podia chamar o governo italiano de parlamentar, no sentido em que se aplicava à Inglaterra ou mesmo à Prússia. Nesse caso, a fraqueza institucional era compensada pela permanência da ação de Bismarck, cujo governo estendeu-se por mais de duas décadas. Depois de Cavour, o máximo que um primeiro ministro italiano suportou foram quatro anos. Martucci enfatiza um fato evitado por todos: a unificação italiana foi um processo falho, que condenou o país a uma crônica instabilidade política, culminada pelo Fascismo. Depois, mais sobre Quine e sobre o US Army. Escrito por wooddays às 23h45 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Da ciência de buscar os filhos na escola Sim, trata-se de uma ciência. A ida exige uma fixação precisa da hora de saída e um cálculo adequado do tempo que se perde em passagens chave, como a saída da quadra e a lombada eletrônica perto do setor hospitalar. A ida é a parte mais fácil. Na volta, é preciso avaliar o humor da criança. Bem humorada, não gastará tempo no laguinho, nem pulando sobre as placas de cimento. Uma boa condução e ela sentará calmamente no carro, deixando que o cinto de segurança a envolva. No retorno, é preciso clarividência e senso de decisão. A volta por dentro não tem sinais de trânsito, mas pode ser atrapalhada por gordas ao volante. A volta pelo eixinho exige a ultrapassagem de três sinais; um dele complicado. Com a aplicação científica dessas regras, chega-se em casa em menos de 30 minutos. A não ser é claro, que apareçam os conhecidos para divertir a tarde. Escrito por wooddays às 19h47 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] As sete palavras de Cristo na Cruz Da Jesus an des Kreuzes Stamm Johann Böschenstain, c. 1515 Posto Jesus no madeiro da Cruz Tomando sobre si o Pecado do Mundo, Disse em sua Dor Ainda sete palavras, que nos deixou A bem considerar no coração. Em primeiro: “Pai, não os puna Pelo que me é feito agora, Pois que não entendem”. Perdoa-nos, Deus, ainda quando nós O erro cometemos! Em outra, no ladrão pensou: “Em verdade haverás de antes dessa Noite Em meu Reino hoje viver”. Ó Senhor, chama-nos logo junto a ti, Pois que na Pobreza somos jogados. Na Terceira: “Olha teu filho, mulher! João, a ela deves servir E como Mãe, amar!” Provê, Senhor, a que deixamos aqui, Para que ninguém a perturbe! Na Quarta, ele disse: “Tenho sede!” Ó Jesus, grande Príncipe da Vida, Tens Sede e Anseio De nossa Bem Aventurança, ajuda pois, Para que também a recebamos. Na Quinta: “ó meu Deus, meu Deus, Como deixaste me na Dor?” Aqui serás, Senhor, abandonado, Para que Deus nos chame novamente. O conforto deixa-nos bem abraçar. Na Sexta: com isso está consumado E tudo agora está bem feito. Concede que nós também passemos E o que tu, Senhor, nos impor Ajuda para abençoados bem cumprirmos. Na Sétima: Eu, minh´alma, Ó Deus, meu Pai, te encomendo À tuas Mãos fiéis. Tal palavra seja nosso último desejo, Quando nós a vida encerrarmos. Quem muita vez em tais palavras medita, Quando lhe carcomem seus erros, Delas tanto bem se aproveita; É como por meio da Graça de Deus Se chega a uma consciência em paz. Confere e mais isso, Senhor Jesus Cristo, Que tu por causa de nós foste morto! Dá que nós a tuas Chagas Teu Penar, Martírio, Cruz e Morte Contemplemos todas as Horas! Escrito por wooddays às 20h28 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Amigos em tribulação Faleceu o João, soube pela manhã. Marido de minha comadre. Bebi uma garrafa de vinho com ele, trocamos alguns gracejos e só restaram lembranças boas. Se foi antes da hora. É isso. Escrito por wooddays às 09h14 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 47 anos Telefonema para o Nelson - aniversário de 47 anos. Sinto que posso falar com o Nelson por dias seguidos. Escrito por wooddays às 23h37 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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