Reflexões no Paranoá  


O fim do New York Times

Bom, o material foi enviado ao NYT. O repórter negou-se a publicá-lo diretamente, alegando que "foi obtido ilegalmente e continha material pessoal". ahahahahahahhaha.  The NYT realmente não publica esse tipo de informação...


Escrito por wooddays às 09h47 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





O fim do aquecimento global - III

Selecionei esse trecho:

"In another, Phil Jones, the director of the East Anglia climate center, suggested to climate scientist Michael Mann of Penn State University that skeptics' research was unwelcome: We "will keep them out somehow -- even if we have to redefine what the peer-review literature is!" Neither man could be reached for comment Sunday."

É o fim.


Escrito por wooddays às 09h40 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





O fim do aquecimento global - II

Diz a lenda que Luiz Carlos Prestes fazia questão de anotar e caligrafar em detalhes as reuniões do PCB, sonhando com os dias de uma edição de suas obras completas, no estilo soviético. (Aliás, o que terá sido feito das obras completas de Lênin tão comuns entre professores da UFRJ? Será que ainda guardam?). Quando foi preso pela polícia de Vargas, uma entidade muito mais esperta que seus congêneres socialistas, estava tudo lá: nomes, lugares, idéias, discussões, etc. A vaidade humana não tem limites, essa é a verdade. Agora, um hacker piedoso furtou e-mails de expoentes ingleses da indústria do aquecimento global. Como diz a Danuza, o ser humano não falha: eles mesmos confessam, do próprio teclado, que falseiam dados descaradamente, tentam bloquear a publicação de papers céticos e buscam alimentar a histeria para aumentar o financiamento de suas pesquisas. Os termos são chocantes, mesmo para cidadãos do Reino Unido. A coisa é tão detalhada que não se pode sequer alegar fraude: o estilo pessoal dos redatores, as menções circunstanciais e nomes e lugar são incontestáveis. Acabou.

Nota: a mídia brasileira desconhece o assunto. É muito triste viver no Brasil.


Escrito por wooddays às 23h32 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





O espaço que você não vê

"Com relação a isso subsiste uma essencial diferença entre meras relações de extensão e aqueles de medição; nas primeiras, onde os casos possíveis  formam uma variedade discreta as declarações de experiência são, de fato, nunca totamente seguras, ainda que não careçam de precisão; nas segundas onde os casos possíveis foram um continuun, toda a determinação baseada na experiência permanece inexata, sendo que a probabilidade de que seja aproximadamente correta jamais tão grande... Quando construções no espaço são estendidas no imensurávelmente grande, a ilimitação deve ser distinta do infinito; uma pertence ao domínio da extensão; a outra ao domínio da medida.... A falta de limites do espaço, portanto, possui uma certeza maior, empiricamente falando, que qualquer experiência do externo. Disso, contudo, não se segue sua infinitude, mas ao contrário o espaço seria necessariamente finito, se é assumido que os corpos são independentes da sítuação e assim se atribui ao espaço uma medida constante de curvatura, provisto que essa medida da curvatura tenha qualquer valor positivo mesmo que pequeno. Quando se prolonga os elementos da direção, que se sobrepõem em qualquer elemento de superfície segundos suas linhas mais curtas (geodésicas), obtém-se uma superfície ilimitada com uma medida positiva de curvatura, consequentemente uma superfície que tomaria, em uma variedade triplamente estenddida, a forma de uma superfície esférica e seria, portanto, finita" (Riemann, op.cit, pág 423).


Escrito por wooddays às 20h59 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





Unforgiven

Não deixa de ser perturbador assistir William Munny recitar passagens do Gênesis, enquanto prepara-se para matar gente desarmada. Unforgiven é uma história bíblica, contudo, e não precisa fazer gestos de boa vontade ao politicamente correto. Quando vejo, assisto mais detalhes. No início do filme, Munny está claramante cuidandos dos porcos habitados pelos demônios chamados legião, porcos doentes, inúteis para conter as forças infernais prestes a ser liberadas na terra por uma ofensa, uma pedra jogada em Maria Madalena. A verdade é essa: alguém se julgou sem pecado e tocou a carne daquela mulher. Nada o protegerá, quando mais um bando de homens justos, desses que encontramos em qualquer holocausto ou morticínio, prontos a justificar seus crimes com boas intenções. Que William Munny apareça sobre a Terra e leve-os todos.


Escrito por wooddays às 23h31 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





De volta a Brasília, o Amapá me convoca

Sexta em silêncio, pensando, escrevendo, "trazendo a Glória para o Nome do Senhor", como requer a frase do trompete. Preciso cuidar dos blogs, preciso cuidar de tantas coisas, entendo afinal o verso do poeta chamando o rei de "pastor de homens". Apascentar os minutos, as horas é tarefa para um ânimo elevado. Em breve, porém, chegará o chamado das grandes águas e finalmente será visto o embate místico e espiritual da música do Mestre com as torrentes impossíveis da selva e com o grande rio. Acho que João Sebastão não os derrotará, como fez com o ousado Costão do Santinho, mas vai pairar sobre as águas, como poucos podem fazer.


Escrito por wooddays às 09h40 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





De Campina Grande à Gávea

Boa palestra no Instituto Moreira Sales, uma residência modernista de profundo bom gosto e equilíbrio. Platéita distinta e interessada. Not bad. Digo isso e paro por aqui.


Escrito por wooddays às 23h39 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





Como se eu fosse o antigo poeta e fosses a Paraíba..


Escrito por wooddays às 15h50 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





Domingo no cerrado

Faz sol e sol mesmo em Brasília. Almoçamos todos no sensivel Marietta do Terraço, minha sogra vinda de Curitiba. Sem leituras noturnas, depois de terminar com o Knopp. Vou dar uma reexaminada nas séries assintóticas, mas só para constar. Hoje é dia de preparar palestra, semana que vem tem roadshow no Rio e em São Paulo. Não aguento mais aeroporto, mas precisamos comprar o champagne e o caviar...


Escrito por wooddays às 15h46 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





Séries com números complexos

Knopp observa que todos os teoremas sobre séries infinitas e válidos para os números reais são igualmente válidos para números complexos. A exceção, naturalmente, são aqueles teoremas dependentes da relação <  ou  > . É evidente, também, que a convergência das séries com números complexos são definidas no círculo unitário.


Escrito por wooddays às 17h44 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





Truques com somas

É fascinante notar que séries divergentes sempre motivaram desconfiança dos matemáticos, mas que existem processos de "soma" que podem ao menos resolver certos paradoxos. O meu preferido é a série s= +1 - 1 + 1 - 1 .... = 1/2.


Escrito por wooddays às 23h21 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





Em Campina Grande

Voltei, eu voltei. Depois de uma breve passagem, retornei à mitológica serra da Borborema. Já estou com o gibão de couro, meu cavalo está arriado e sairei pelo sertão. Só minhas botas inglesas denunciam o sulista. Saudações.


Escrito por wooddays às 18h31 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





O maior show da Terra

Se alguém quiser explicar a diversidade da vida na Terra sem recorrer a explicações ad hoc, teria imenso trabalho. Por quê, pensando a posteriori, a vida escolheu diferenciar-se entre o lêmure e o elefante? Se agregamos a subjetividade do olhar humano, sempre a buscar regularidades e se maravilhar com o estranho, a Natureza parece realmente envolvida em um certame misterioso. Charles Darwin ofereceu, contudo, uma resposta ao mesmo tempo brilhante e trivial: a seleção opera por competição por recursos e por reprodução; a forma mais simples de concorrer com sucesso é não disputar as mesmas coisas, diferenciar-se. O leão pode competir brutalmente com seus semelhantes, mesmo com leopardos, mas já compete menos com guepardos, menos ainda com abutres ou hienas. O mundo é vasto, abra seus olhos e audaciosamente vá onde nenhuma forma viva jamais esteve. Fabulosa a economia e a precisão dessa idéia. (Ridley, Evolution, The concept of species).


Escrito por wooddays às 12h49 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





Fourier

Por quê afinal toda função pode ser convertida em uma série trigonométrica?


Escrito por wooddays às 23h38 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





Darwin poderoso

Donaldo Raupp ("Geometrical analysis fo shell coiling", Journal of Paleontology 40: 1117-1190, 1966) reduziu o processo de geração de conchas aos seus três fundamentos geométricos: a taxa de translação com relação ao eixo; sua taxa de expansão e a distância com relação ao eixo. Qualquer pessoa que já tenho tido uma concha em espiral nas mãos saberá reconhecer a imagem geométrica dessa simples produção da Natureza. Essas três variáveis definem três eixos, o espaço das conchas possíveis, o morfoespaço, no conceito de Raupp. Ou seja, o espaço de todas as conchas possíveis, a partir dos três parâmetros geométricos de sua construção. Curiosamente, a distribuição das conchas reais não é aleatória no morfoespaço, nem há manchas separadas no morfoespaço. Elas se "espalham" segundo os três eixos precisamente como se um organismo tivesse gerado todos os demais, sujeitos às variações em seus parâmetros. Graficamente, é uma variada mancha espalhada em torno da junção dos três eixos. A Mãe Natureza é racional, mas não arbitrária.


Escrito por wooddays às 17h23 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]



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